28.10.2019 22h41mn
Nos corredores da morte
Vagueio, desde ontem, por vários corredores onde, virtualmente, estou morto. Na verdade, já morri embora haja quem pense que ainda estou vivo. Foi ontem, definitivamente. Mas, como é sabido, os humanos resistem e demoram eternidades a morrer. Para desespero de alguns, às vezes dos próprios. Hoje, por exemplo, numa dessas fugas pelos corredores da morte, comprei um catálogo (20 páginas) de uma exposição que o escultor Alberto Carneiro levou, em 1993, à portuense Galeria Pedro Oliveira, então já no n.º 3 da Calçada de Monchique. O catálogo, que, à época seria oferecido, custou-me, ontem, num alfarrabista, cinco euros, ou seja mil escudos na moeda vigente em 1993.
28.10.2019 11h16mn
Na Estrada Nacional n.º 2
Isto está muito pesado. O meu castelo, abusiva e ilegitimamente ocupado, é agora, para mim, um transitório lugar de exílio. De momento, sou apenas empurrado para os cantos mas a ameaça velada de uma violenta expulsão faz-se sentir. Eis o mote para o primeiro primeiro dia do resto da minha vida.
18.09.2019 11h47mn
No 80º aniversário de Jorge Sampaio
No meu meu mural do Facebook publiquei ontem uma imagem captada em Julho de 1999 durante a visita do presidente Jorge Sampaio, que hoje completa 80 anos, ao Arquipélago dos Açores. Acompanhei, como jornalista, esta viagem do presidente Sampaio e hoje posso dizer que proporcionou-me uma das mais agradáveis reportagens de todas quantas assinei, durante 28 anos, no Jornal de Notícias. Nesta imagem do arquivo da Presidência da República (Código de referência PT/PR/AHPR/GB/GB0202/GB020202/4608/003), identifico o aniversariante, o juiz conselheiro jubilado Alberto Sampaio da Nóvoa, então Ministro da República na Região Autónoma dos Açores, a então jornalista Carmo Rodeia, de óculos escuros, e eu, de bigode, suspensórios e colete.
17.09.2019 11h47mn
No equinócio do Outono
Com aquelas cores quentes ainda a cheirar a Verão e a terra molhada quando chove.
30.06.2019 06h00mn
No Verão de vinte dezanove
Primo do Pinóquio, eu só quero ser feliz - talvez ser amado. Vinte dezanove. No Verão faz sol e chove.
14.04.2019 09h35mn
Na minha cidade mediática
Na minha cidade mediática, os jornais em papel, mesmo aqueles que são impressos a uma única cor, ganham novas vidas, outros brilhos e servem para embrulhar a vontade de conhecer novas ruas, encontros e reconhecimentos inesperados.
13.04.2019 12h21mn
Num recorte de jornal
Num recorte de jornal, inspirado num diário de viagem de Armelle Bourgeault, tento criar um recanto de uma cidade mediática. Com aguarelas Viviva, da Viviva Colorsheets, e gel preto da Caran d'Ache. O efeito é encorajador.
12.04.2019 15h38mn
No meu universo plástico
Agora procuro um traço e o meu melhor meio. Procuro a técnica que melhor possa servir as minhas ambições em matéria de comunicação pelas artes plásticas. Sem nunca descurar o velho sonho de privilegiar a palavra escrita, uma comunicação que pode conviver na comunicação com as artes plásticas. Agora procuro encontrar-me por aqui.
01.04.2019 10h01mn
Na capa de um livro
Começo sempre, ou quase sempre, pelo título. Às vezes fico-me pelo título. Ate já mandei encadernar, com o luxo do couro e do ouro, um livro que é um mono de papel em branco, a ostentar na lombada o título, a data da publicação (falsa pois ainda não foi publicado, nem esta sequer escrito) e o nome do autor. Com este Reverso de hoje, aumento o número dos meus livros inexistentes. Este ûltimo de poemas ilegíveis. Literalmente.
30.03.2019 12h03mn
Em formato broadsheet
Gosto de jornais. Sao bons para recortar. Mas só os jornais em formato broadsheet e nem todos. Os tablóides usam um vocabulário reduzido e raramente escolhem palavras que possam ganhar nova vida depois de recortadas. É uma limitação.