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Roldeck.

Júlio Roldão

19.09.2021 13h26mn

No atelier do meu amigo Amadeu

No reencontro com uma das minhas velhas bandeiras.

05.08.2021 19h35mn

Num terrível mês de Agosto

Pode ser que a avaliação seja menos pesada no fim do mês do que está a ser no princípio. Há sempre essa possibilidade, embora remota.

13.04.2021 23h02mn

Na esplanada imaginaria

Na esplanada imaginária, furando o confinamento.

06.03.2021 09h21mn

Numa fotografia de João Ribeiro

São tantas as memórias que se fixaram numa fotografia de 1991 do jornalista João Ribeiro, onde apareço a entrevistar Álvaro Cunhal, então secretário geral do Partido Comunista Português (PCP), que nem sei por qual devo começar.

A memória de um tempo de forte camaradagem entre companheiros da aventura dos jornais que fazia com que um grande fotógrafo como João Ribeiro escolhesse uma das fotografias obtidas durante a entrevista para a oferecer, em papel, ao jornalista da palavra que a conduziu.

A memória do lugar onde decorreu a entrevista, na sede do PCP da lisboeta Rua Soeiro Pereira Gomes, a memória da decoração da sala, com reconhecidos quadros de pintores do neorrealismo português, a memória da própria entrevista.

Entrevistar Álvaro Cunhal era, para a esmagadora maioria dos jornalistas, um desafio a exigir uma preparação quase idêntica à preparação para um exame. Lembro-me que a entrevista foi marcada para as 11 horas e que eu, a viver no Porto, fui para Lisboa na véspera para garantir não chegar atrasado.

Apesar de já ter uma experiência como jornalista de dezasseis anos de profissão, disse ao entrevistado, naquela conversa inicial para quebrar gelo, que me sentia como se fosse fazer um exame - "mas o senhor é que vai fazer as perguntas e eu é que tenho de responder", contrapôs Álvaro Cunhal.

(Memória ainda em execução)

27.02.2021 11h07mn

Num exílio de apátrida

Eu também me chamo Ulísses // e quero voltar a Ítaca.

22.02.2021 05h56mn

Numa capa falsa do la Repubblica

Na capa falsa da edição de ontem do jornal italiano la Repubblica (a assinalar um ano de Covid em Itália) escrevo hoje este bem difícil apontamento - Que noite agitada // a pensar no teste rápido // da manhã seguinte.

Vittorio Veneto, 21 e 22.02.2021

assina Júlio Roldão

20.02.2021 21h00mn

Na cozinha de Vittorio Veneto

A tábua de cozinha cuja forma é a mais clássica no que toca a tábuas de cozinha transforma-se digitalmente num homem que olha o infinito. Um infinito desenhado nos veios escuros da madeira da segunda tábua de cozinha, maior, tábua que, em último plano, aguenta a primeira, ou seja, a tábua transformada num homem de costas.

15.02.2021 21h36mn

Na nostalgia do velho Renault 5

Parece que o Renault 5 está de regresso. Numa versão eléctrica, entenda-se. O velho R5 C, a gasolina, foi o meu primeiro carro. Ainda me lembro da matrícula (BP-19-33) e da cor azul. O que este carro correu e socorreu. Depois dele já tive alguns outros carros, alguns mais espaçosos e mais sofisticados, mas não me lembro da matrícula de nenhum. Entre as notícias da pandemia e, no caso de Itália, da formação de um novo governo, o primeiro chefiado por Draghi, lá vão aparecendo, nos jornais, outras novidades como é o caso do lançamento de novos carros. Neste campo, por exemplo, o lançamento da futura Renault 5, no feminino porque carro, em italiano, é feminino.

(Série "Recortes de Jornais e Outras Coisas Mais")

14.02.2021 08h55mn

Num jornal italiano

Parece uma pintura mas é apenas uma fotografia de um pormenor de uma escultura do século XVII - O Rapto de Proserpina de Gian Lorenzo Bernini, obra em exposição na Galeria Borghese, em Roma. Sai hoje a toda a largura da página 3 de um suplemento sobre o Dia dos Namorados do jornal Domani. Os meus pais achavam graça ao facto de terem casado a 14 de Fevereiro de 1953, quando este dia ainda não estava consagrado aos namorados. Coincidências, diziam.

(Série "Recortes de Jornais e Outras Coisas Mais")

13.02.2021 20h51mn

Em confinamento, a confinaridade

A sensação mais parecida com esta claustrofóbica situação de ficar retido numa cidade, num hotel, na casa de um familiar, onde quer que seja, por exemplo por força de sucessivos (e às vezes arbitrários) cancelamentos de voos de regresso é talvez a sensação da insularidade sentida em ilha onde o mau tempo pode impedir a chegada e a partida de barcos e aviões.