10.11.2018 11h30mn
No Jornal de Notícias. No Porto.
Voltei ao Jornal de Notícias. Voltei a entrar no Edifício sede do Jornal de Notícias, na portuense Rua de Gonçalo Cristóvão, e até estive no estúdio de televisão do jornal, uma nova plataforma instalada onde, inicialmente, funcionou a Galeria de Arte do JN. Fui jornalista no Jornal de Notícias de 1977 a 2005 (vinte oito anos que passaram a correr e que tiveram momentos bons e menos bons) mas depois de ter saído, num processo de separação consentido mas forçado, entrei naquelas instalações duas ou três vezes. Se o edifício, como dizem, vier a ser adaptado a um hotel será pouco provável que lá volte.
06.11.2018 09h55mn
No querido Jardim Botânico
Se voltar ao Brasil irei de barco. Para poder ficar, ao largo do Rio de Janeiro, sem desembarcar. Protegido na jangada de aço, no não lugar marítimo de ninguém de todos os barcos. A olhar o Corcovado e a visitar "Meu Querido Jardim Botânico", guiado pelas palavras de Tom Jobim, no jardim que as fotografias de Zeca Araújo fixaram para sempre. A quem não se importe de desembarcar pedirei um jornal do dia para retalhar em recortes destinados ao meu canhenho da viagem. E talvez confesse que, dessa vez, não irei jantar ao Marius, lugar de referência no 290 da Avenida Atlântica. Copacabana.
12.10.2018 19h18mn
Na surpreendente Quinta da Regaleira
Uma das etapas da visita a Sintra, num fim-de-semana alargado que começou no passado dia 5 de Outubro e terminou no domingo seguinte, dia de eleições no Brasil.
04.10.2018 10h31mn
No Auto da Crise da Idade Sénior
Vejo ao longe a barca
que levará minhas cinzas
ao fundo do mar.
Júlio Roldão
04. Outubro. 2018
na imagem um pormenor de um vitral de Tóssan (António Santos) para uma peça do Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra (TEUC)
02.10.2018 11h26mn
No mar da minha inexistência
Nem quero pensar // que estou a chegar a velho. // Não vou lá chegar. // // Hoje, perco tudo // - a chave da minha casa // e todas as âncoras. // // Sem ter rendimentos, // no mar da inexistência // escolho à deriva.
Júlio Roldão
02.Outubro.2018
20.09.2018 23h03mn
Na memória da água
Adoro água de coco. Bebida na hora em que o coco é aberto, em regra utilizando-se uma catana. Já há água de coco comercializável à maneira do leite ou de alguns refrigerantes e com prazo de validade. Validade de um ano, julgo eu. Mas não é a mesma coisa, embora seja agradável. Fresquinha. Água de coco com palhinha azul.
20.09.2018 14h33mn
Na Feira do Livro do Porto
Este ano, fui duas ou três vezes à Feira do Livro do Porto. Numa das vezes estive sentado ao lado de um bonito manequim. Numa outra, comprei jornais antigos e a primeira edição do livro "A Invenção do Amor e Outros Poemas", de Daniel Filipe. Não aquela edição que inaugurou a Colecção Forma, da Editorial Presença, mas a primeira, da Sagitário, com um texto de Urbano Tavares Rodrigues, nas badanas, a sublinhar o mérito maior de Daniel Filipe que foi o de ter vivido aceitando "integralmente a sua condição de poeta".
28.07.2018 13h00mn
No Páteo da Inquisição, em Coimbra
Festejemos os oitenta anos do Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra (TEUC), a minha mais intensa escola em Coimbra. Há quarenta anos estive na organização dos festejos. Parece que foi ontem.
07.07.2018 19h07mn
No boletim da Fundação Gulbenkian
Roubo um Almada que figura na capa da edição de Julho de 2018 do Boletim (Newsletter) da Gulbenkian, passo-lhe um batom vermelho no lábio inferior, pinto-lhe os cabelos de um loiro falsificado, reenquadro o rosto desenhado e, pronto, fica a manipulação das "mulheres modernas" digitalmente conseguida. Segue direitinha para todas as redes sociais que frequento e eu fico feliz. Talvez também por ser o dia do 31º aniversário do meu filho Tiago.
30.05.2018 12h49mn
No ciberespaço, a limpar
Descobri um poema recente. Três versos de cinco, sete e cinco sílabas. Um tema que me toca.
Há uma palavra
- civilizacional -
que me caiu mal.
Escrevi-o ontem, na sequência da votação, pela Assembleia da República, dos projectos de lei sobre a eutanásia, surpreendido com as posições de quem defendeu que a despenalização da eutanásia seria um retrocesso civilizacional.
J.R.