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Roldeck.

Júlio Roldão

12.04.2019 15h38mn

No meu universo plástico

Agora procuro um traço e o meu melhor meio. Procuro a técnica que melhor possa servir as minhas ambições em matéria de comunicação pelas artes plásticas. Sem nunca descurar o velho sonho de privilegiar a palavra escrita, uma comunicação que pode conviver na comunicação com as artes plásticas. Agora procuro encontrar-me por aqui.

01.04.2019 10h01mn

Na capa de um livro

Começo sempre, ou quase sempre, pelo título. Às vezes fico-me pelo título. Ate já mandei encadernar, com o luxo do couro e do ouro, um livro que é um mono de papel em branco, a ostentar na lombada o título, a data da publicação (falsa pois ainda não foi publicado, nem esta sequer escrito) e o nome do autor. Com este Reverso de hoje, aumento o número dos meus livros inexistentes. Este ûltimo de poemas ilegíveis. Literalmente.

30.03.2019 12h03mn

Em formato broadsheet

Gosto de jornais. Sao bons para recortar. Mas só os jornais em formato broadsheet e nem todos. Os tablóides usam um vocabulário reduzido e raramente escolhem palavras que possam ganhar nova vida depois de recortadas. É uma limitação.

29.03.2019 08h07mn

Na baixa do Instagram

Este recorte, recortado num anúncio de página inteira saído no número 1265 do Jornal das Letras, marca esta vontade de passar a passar mais tempo na casa que mantenho na baixa do Instagram.

19.03.2019 00h08mn

No portuense Bairro do Leal

Ouço o coração de D. Pedro a bater. D. Pedro, quarto de Portugal primeiro do Brasil. São as vespertinas na Igreja da Lapa.

14.03.2019 10h00mn

Num sonho frequente

Três legos de quatro, vermelhos como um tição, são agora adereços residentes num sonho meu frequente. Vêm de um tempo irrepetível, de um tempo em que difícilmemte desistíamos de construir o que sonhávamos.

13.03.2019 23h41mn

Na ausência do Facebook

Na ausência do Facebook, esta tarde com problemas em várias localizações, a solução para este vício editorial é, no meu caso, a utilização deste meu domínio. Um espaço cibernético mantido para estas emergências informativas

21.02.2019 09h31mn

Neste digital pontógrafo

[A picar o ponto]

Finjo que estou vivo

mas a minha pulsação

é de um homem morto

21.02.2019

01.01.2019 12h00mn

No início de um novo ano

A senhora minha mãe, que há quase um ano, quase com 99 anos, nos deixou, a senhora minha mãe sempre quis, ainda em solteira, partir para o Brasil, mais precisamente para São Paulo, onde viveram uns tios que aí fizeram fortuna. Mas esse tios ricos nunca lhe enviaram a “carta de chamada”, o documento indispensável para poder fugir dos “horizontes pequenos” que durante tantos anos nos amarraram a Portugal, e ela ficou sempre com saudades do Brasil, mais precisamente de São Paulo, país e cidade que ela nunca visitou.

29.11.2018 11h18mn

No amanhecer da cidade

No amanhecer da cidade, apetece-me um mata-bicho. O título desta prova de vida do Roldeck quase parece um plágio de um título de um livro de Vasco Pereira da Costa - "Amanhece a Cidade". Vou relê-lo neste título ou em "Nas Escadas do Império" que é outra obra dele que muito aprecio. Estes dois títulos estão nas minhas referências bibliográficas... "Referências Bibliográficas", um bom título para um livrinho de memórias.